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FORAGIDO DA PF NA OPERAÇÃO TURBULÊNCIA É ENCONTRADO MORTO EM QUARTO DE MOTEL

FORAGIDO DA PF NA OPERAÇÃO TURBULÊNCIA  É ENCONTRADO MORTO EM QUARTO DE MOTEL

POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL

Paulo Cesar de Barros Morato é um dos cinco donos da aeronave Cessna Citattion de prefixo PR-AFA que caiu com Eduardo Campos em Santos, na manhã do dia 13 de Agosto de 2014.

Ele estava foragido da Polícia Federal desde a última terça-feira (21.06.16), que cumpria mandatos de busca, apreensão e prisão na OPERAÇÃO TURBULÊNCIA.

Morato foi citado como proprietário de uma empresa fantasma de locação e terraplenagem Câmara & Vasconcelos.

Há suspeita de que o esquema de lavagem de dinheiro abasteceu campanhas do ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Procurado pela Polícia Federal e com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal, o empresário Paulo César de Barros Morato, de 47 anos, foi encontrado morto no Motel Tititi, em Olinda (PE), na noite de quarta-feira(22.06.16), conforme investigadores do caso.

A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF) em Pernambuco.

A operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro em Pernambuco e Goiás e que teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010 e que teria relação com campanhas eleitorais do ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

Ainda não há informações sobre as circunstâncias da morte de Morato.

A PF acompanha o caso, mas a responsabilidade da investigação é da Polícia Civil.

“Se, porventura durante o percurso das investigações, alguma circunstância aponte vínculos ou tenha ligação com os fatos que estão sendo apurados dentro da Operação Turbulência poderemos entrar no caso”, informou a PF em nota.

De acordo com um funcionário do motel que pediu para não ser identificado, o empresário entrou no local por volta de 11h40 da manhã de Terça-Feira(21.06.16) e se trancou no quarto.

A equipe do estabelecimento começou a suspeitar de que algo estava errado por causa da demora em sair, porque as ligações feitas para o quarto não eram atendidas e por um mau cheiro vindo de dentro do local.

A Polícia Militar foi chamada e arrombou a porta, encontrado Morato sem vida na cama.

O funcionário relatou ainda que ele vestia calça jeans e estava sem camisa e que não havia marcas de sangue visíveis. 

Na terça-feira(21.06.16), a PF cumpriu quatro das cinco prisões preventivas decretadas na OPERAÇÃO TURBULÊNCIA, osemrpesários Apolo Santana Vieira, Eduardo Freire Bezerra Leite e João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, líderes da organização, e Arthur Roberto Lapa Rosal, investigado com testa de ferro do grupo, assim como o empresário encontrado morto.

De acordo com as investigações, Morato se apresentava como dono da empresa Câmara e Vasconcelos Locações e Terraplenajem, apontada como de fachada pela Operação Turbulência.

A organização foi uma das compradoras do avião usado por Eduardo Campos na campanha presidencial.

A mesma empresa recebeu mais de R$ 18,8 milhões da empreiteira OAS, proveniente de pagamento por serviços de locação e terraplanagem que teriam sido realizados nas obras de Transposição do Rio São Francisco.

Ele é apontado na OPERAÇÃO TURBULÊNCIA como um dos testas de ferro do esquema de lavagem de dinheiro que abasteceu campanhas políticas e foi usado na compra do jatinho Cessna PR-AFA, cuja queda, em 2014, matou o então candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco.

A Polícia Civil interditou o Motel e ainda faz diligências no local para identificar o corpo e as causas da morte.

A primeira hipótese é de suicídio.

Mais cedo, a Polícia Federal havia divulgado um retrato dele.

A advogada de Morato, Marcela Moreira Lopes, disse que não tinha conhecimento da informação e que tentou sem sucesso entrar em contato com o cliente.

Na véspera, ela afirmou que Morato não tinha conhecimento do mandado de prisão e que pretendia se apresentar à PF.

Morato era atualmente o único sócio da Câmara & Vasconcelos Terraplanagem, empresa de fachada que recebeu um repasse de 18,8 milhões de reais da OAS no ano passado, supostamente por atuar em obras da Transposição do Rio São Francisco.

A PF suspeita que o dinheiro tenha sido usado na compra do jatinho usado por Eduardo Campos.

JORNAL DO CENTRO/PE
DO TAMANHO DO BRASIL
23.06.16