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HOSPITAL DE UNIÃO PERDE R$ 1 MILHÃO DE RECURSOS FEDERAIS

HOSPITAL DE UNIÃO PERDE R$ 1 MILHÃO DE RECURSOS FEDERAIS

SAÚDE

por Aldo Melo

O Hospital José da Rocha Furtado, que desde 2009 passou a ser de responsabilidade do poder público municipal, vive hoje sua maior crise administrativa.

No hospital falta de tudo que você possa imaginar: panos de cama, lençóis, medicamentos e material hospitalar adequado e indispensável ao uso.

O Centro Cirúrgico já não funciona há mais de três anos.

A situação é tão grave que a direção do hospital criou uma norma de adotar o seu copo. O funcionário tem que usar o copo descartável e ficar com ele na mão para esperar o momento de reusá-lo.

Na imagem abaixo a entrada do setor de Urgência e Emergência do Hospital de União.

Os pacientes aguardam meses para fazer um simples exame de raio-X e quando às vezes consegue ser atendido reclamam da precariedade.

O equipamento de raio-X passa mais tempo quebrado do que funcionando. Casos pouco complicados como partos, faturas, são encaminhados logo para a Capital.

Elvis Samir, residente no conjunto Francisco Narciso, quadra D, casa 07, denunciou que recebeu encaminhamento do seu filho de 02 anos para o pediatra e ficou surpreso quando foi informado que o município não tem mais o médico nesta especialidade.

Elvis Samir denuncia a falta de médico pediatra no Hospital de União.

Confira a requisição.

Já Airton Jordanio, residente na localidade Vila Nova, zona rural de União, nos procurou para informar que no dia 10 de agosto, saiu de casa às 4 horas da manhã para buscar atendimento médico no posto de saúde de David Caldas, pois o mesmo sentia fortes dores abdominais.

A médica que lhe atendeu requisitou um ultrassom do abdômen.

O denunciante lamenta ter conseguido marcar o exame só para o dia 13 de outubro, perfazendo mais de 60 dias da marcação da consulta.

Confira a requisição.

 

A precariedade no atendimento no Hospital Municipal José da Rocha Furtado é tão grande que já está virando motivo de chacota.

É comum por aqui você ouvir de populares apelidando único hospital da cidade de Hospital Municipal “Tira Pra Fora”.

Isto acontece porque toda vez que um paciente procura atendimento no referido hospital, ele já vai convicto de ser encaminhado para Teresina. 

Agora para agravar mais ainda esta lamentável situação em que se encontra o hospital de União, o Ministério da Saúde através da Portaria de nº 1.575, suspendeu a transferência de recursos na ordem anual de R$ 1.200,000,00 (um milhão e duzentos mil reais) que deveriam ser utilizados no Programa de Ação da Rede de Atenção Às Urgências.

A perda desta fabulosa verba seria o suficiente para sanar toda a problemática administrativa que passa hoje o hospital de União e tudo isto aconteceu por uma simples falta de adequação nos critérios de qualificação.

De acordo com o relatório de averiguação e adequação, o hospital até o mês de fevereiro de 2014, não conseguiu se adequar a nenhum dos critérios de qualificação, apenas tentativas de implementação ACCR, NAQH.

E algumas qualificações profissionais com processo de licitação iniciado.

Não foi implementada, até o presente momento, a mudança do fluxo de paciente, que continua cruzado, faltam profissionais médicos e enfermagem reveza-se entre ACCR e a assistência, paciente na sala de Emergência (sala vermelha) sem acompanhamento profissional, não há posto de enfermagem no local. O NIR não foi instituído.

Adequação da sala de Emergência-estrutura física e equipamentos, bem como o fluxo de entrada dos pacientes na urgência, evitando o fluxo cruzado.

A única esperança que se tem é quando a readequação realmente acontecer de todos os pontos os recursos suspensos retornará ao caixa do hospital.
Diante do exposto, a única certeza que fica é que o município de União é uma referência em sucateamento da saúde.

Confira logo abaixo a cópia da portaria do Ministério da Saúde.

Continuação: 

 

Outro lado:

Procuramos conversar com a diretora do hospital, mas não conseguimos falar com a mesma.

JORNAL DO CENTRO UNIÃO/PI
DO TAMANHO DO BRASIL
09.10.15